Bem vindos


Galera, utilizo este blog para trocar uma idéia sobre diversos assuntos que me interessam, tais como política, Psicologia, crítica social, marxismo, entre outros. Fiquem a vontade.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

As provas do ENADE e ENEM



Rebele-se 07/11/2009

Nesse final de ano muitos estudantes farão as provas do Enade (Exame Nacional de Desempenho do Estudante) que avalia os conhecimentos de alunos que estão no início e final do ensino superior. Várias universidades são avaliadas em diversos cursos. As faculdades, especialmente as particulares, fazem toda uma pressão em torno dos estudantes para que estes tirem boas notas no exame. Parece que de repente essas faculdades percebem que tem que investir em seus alunos. Algumas, como por exemplo, a Unip, “presenteia” seus alunos com pen drives, bolsas de estudos, laptops, tudo para que estes se saiam bem na prova, se dediquem e façam nome para a universidade, pois quando o resultado do Enade é ruim, a faculdade acaba perdendo público, pois muitos acreditam que os alunos se saíram mal por que a faculdade é que não presta.
Outro ponto muito comentado é o de que o Enade não avalia a educação do ensino superior, pois aplicam a mesma prova para todo o Brasil, não levando em consideração as diferenças regionais de nosso país que é enorme.
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) servia para avaliar o desempenho dos alunos que já concluíram ou que estão no terceiro ano do ensino médio. Falo servia, pois hoje em dia os participantes desse exame se preparam de tal forma que o Enem não serve mais como parâmetro para avaliar a qualidade do ensino médio, serve mais como porta de entrada para faculdades públicas e privadas e para que o governo federal mostre índices maravilhosos, porém ilusórios, do desenvolvimento da educação.
Algumas entidades, ligadas ao movimento estudantil (entende-se UNE e UBES) estão defendendo o novo Enem como se esse fosse a salvação da educação no Brasil, mas se esquecem, ou fazem questão de esquecer, que o buraco é bem mais embaixo e que, na verdade, o Enem está passando a ser um novo vestibular, ou seja, mais um obstáculo na vida dos estudantes de baixa renda que pretendem entrar na universidade.

A divisão do trabalho no Brasil


Rebele-se 24/10/2009
Bem, primeiro gostaria de pedir desculpas aos leitores desse blog, pois fiquei um certo tempo sem escreve nele, por que eu estava muito atarefada com as atividades dos meus estudos, mas agora estou de volta.
Algo que percebemos claramente é que o que move o nosso país é a força de trabalho. Os trabalhadores são muito importantes para que o país continue produzindo bens e serviços. Se tivermos um panorama do trabalho em nosso país, veremos que ainda há uma divisão entre aqueles que executam o trabalho e os que pensam no trabalho que será realizado. Os primeiros geralmente são a maioria, tem uma remuneração mais baixa e baixo nível de escolaridade, são os denominados trabalhadores. A segunda categoria de pessoas que trabalham, são na verdade, chamados de profissionais, geralmente cursaram o ensino superior e fazem atividades em que “usam mais a cabeça”, o que é tido como trabalho intelectual.
Em nosso país o trabalho intelectual é imensamente mais valorizado do que o manual, braçal. E é claro que os que estão no poder criam milhares de explicações para justificarem essas divisões, mas o que acontece é que a classe trabalhadora faz um trabalho tão importante quanto o que é realizado pelos profissionais. Como os trabalhadores têm uma remuneração que geralmente não dá para seu sustento, muitos acabam caindo na informalidade, já que conseguir um emprego com carteira assinada é algo que pode ser considerado difícil atualmente.
Além de enfrentarem todos estes problemas os trabalhadores tem que agüentar as investidas da mídia, que coloca a luta desses como algo inútil e desorganizado, sem falar na crise econômica, que está atingindo em cheio as classes mais pobres, da qual fazem parte os trabalhadores. Sabem como é a corda sempre quebra do lado mais fraco.